sexta-feira, 30 de novembro de 2018

“Todo aquele que nele crer não ficará confundido”

(Rm 10,9-18)
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 9se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e, no teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. 10É crendo no coração que se alcança a justiça e é confessando a fé com a boca que se consegue a salvação. 11Pois a Escritura diz: “Todo aquele que nele crer não ficará confundido”. 12Portanto, não importa a diferença entre judeu e grego; todos têm o mesmo Senhor, que é generoso para com todos os que o invocam. 13De fato, todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo. 14Mas como invocá-lo, sem antes crer nele? E como crer, sem antes ter ouvido falar dele? E como ouvir, sem alguém que pregue? 15E como pregar, sem ser enviado para isso?
Assim é que está escrito: “Quão belos são os pés dos que anunciam o bem”. 16Mas nem todos obedeceram à Boa Nova. Pois Isaías diz: “Senhor, quem acreditou em nossa pregação?” 17Logo, a fé vem da pregação e a pregação se faz pela palavra de Cristo. 18Então, eu pergunto: Será que eles não ouviram? Certamente que ouviram, pois “a voz deles se espalhou por toda a terra, e as suas palavras chegaram aos confins do mundo”.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Deves profetizar

(Ap 10, 8-11) Leitura do Livro do Apocalipse de São João.
8Aquela mesma voz do céu, que eu, João, já tinha ouvido, tornou a falar comigo: “Vai. Pega o livrinho aberto da mão do anjo que está de pé sobre o mar e a terra”. 9Eu fui até o anjo e pedi que me entregasse o livrinho. Ele me falou: “Pega e come. Será amargo no estômago, mas na tua boca, será doce como mel”. 10Peguei da mão do anjo o livrinho e comi-o. Na boca era doce como mel, mas quando o engoli, meu estômago tornou-se amargo. 11Então ele me disse: “Deves profetizar ainda contra outros povos e nações, línguas e reis”.

(Lc 19,45-48): Naquele tempo, 45Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. 46E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo. 48Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar.
A Palavra de Deus serve para nos exortar, corrigir, animar. Para nos fazer ver as coisas do dia-a-dia pela perspectiva divina.
Da leitura do Apocalipse, o anjo diz a João que a palavra é doce, mas, depois de digerida, torna-se amarga. Mas, não amarga pelo sabor, mas amarga porque nos faz ver quão distantes, interiormente, estamos de fazer aquilo que Deus espera que façamos. Ela é doce ao paladar, mas amarga ao ser digerida. Digerir a palavra de Deus a fazer deixar sair de nós tudo que possa ser contrário à vontade de Deus. Essa palavra apocalíptica ressoa no Evangelho.
Jesus observa que aquela palavra doce que era proclamada no templo, transformava-se em amargor quando aqueles que faziam da casa de Deus, casa de comércio. E quantas vezes, fazemos comércio dentro de nós mesmos? Esperamos receber em troca uma recompensa pelo que fazemos junto a Igreja.
Ao fazermos nossa lectio divina de hoje, podemos observar duas atitudes: a primeira, de deixar a palavra de Deus, que é doce ao paladar, purgar todo impureza que há em nós. E segundo, não fazer de nosso coração uma casa de trocas comerciais com Deus. Não deixar-se consumir pela mercantilização da fé. Não pedir, mas, doar-se sempre, sem barganhas.

sábado, 17 de novembro de 2018

Profecia sobre o último dia e a ressurreição.

Do Livro do Profeta Daniel 12,1-13

Eis o que o anjo me disse: 1"Naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, defensor dos filhos de teu povo; e será um tempo de angústia, como nunca houve até então, desde que começaram a existir nações. Mas, nesse tempo, teu povo será salvo, todos os que se acharem inscritos no livro. 2Muitos dos que dormem no pó da terra, despertarão, uns para a vida eterna, outros para o opróbrio eterno. 3Mas os que tiverem sido sábios, brilharão como o firmamento; e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude, brilharão como as estrelas, por toda a eternidade. 4Tu, porém, Daniel, encerra estes dizeres e prepara um livro que dure até ao fim; muitos a ele recorrerão e crescerá o conhecimento".

5 Eu, Daniel, olhei e vi outros dois homens em pé, à margem do rio, um do meu lado, outro do outro lado. 6Um deles disse ao homem vestido com roupas de linho, que estava sobre as águas do rio: "Quando se dará o cumprimento dessas previsões maravilhosas? 7Ouvi dizer o varão vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, levantando a direita e a esquerda para o céu e jurando pelo Eterno Vivente: "Isto será numa época, em épocas, e na metade de uma época: tudo isso se cumprirá, quando estiver completamente destruída a força do povo santo". 8Eu ouvi tudo, mas não entendi, e disse: "Senhor meu, qual será o final de tudo isso? 9Respondeu ele: "Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e sigiladas até um tempo definido. 10Muitos serão provados e se tornarão limpos e puros; os maus continuarão a fazer o mal; dentre os maus, nenhum entenderá, mas os bons entenderão. 11A partir do tempo em que for suprimido o sacrifício perpétuo e for instaurada uma devastadora idolatria, transcorrerão mil e duzentos e noventa dias. 12Feliz de quem esperar chegar até mil e trezentos e trinta e cinco dias. 13Quanto a ti, caminha para o teu fim e descansa; no final dos tempos, tu te acharás em teu destino eterno".

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Jesus condena a hipocrisia!

(Mt. 23, 13-36)
13 «Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês fecham o Reino do Céu para os homens. Nem vocês entram, nem deixam entrar aqueles que desejam. 14 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês exploram as viúvas, e roubam suas casas e, para disfarçar, fazem longas orações! Por isso, vocês vão receber uma condenação mais severa. 15 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês percorrem o mar e a terra para converter alguém, e quando conseguem, o tornam merecedor do inferno duas vezes mais do que vocês. 16 Ai de vocês, guias cegos! Vocês dizem: ‘Se alguém jura pelo Templo, não fica obrigado, mas se alguém jura pelo ouro do Templo, fica obrigado’. 17 Irresponsáveis e cegos! O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? 18 Vocês dizem também: ‘Se alguém jura pelo altar, não fica obrigado, mas se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, esse fica obrigado’. 19 Cegos! O que vale mais: a oferta ou o altar que santifica a oferta? 20 De fato, quem jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21 E quem jura pelo Templo, jura por ele e por Deus que habita no Templo. 22 E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado. 23 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês pagam o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixam de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês deveriam praticar isso, sem deixar aquilo. 24 Guias cegos! Vocês coam um mosquito, mas engolem um camelo. 25 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês limpam o copo e o prato por fora, mas por dentro vocês estão cheios de desejos de roubo e cobiça. 26 Fariseu cego! Limpe primeiro o copo por dentro, e assim o lado de fora também ficará limpo. 27 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e podridão! 28 Assim também vocês: por fora, parecem justos diante dos outros, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e injustiça. 29 Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês constroem sepulcros para os profetas, e enfeitam os túmulos dos justos, 30 e dizem: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas’. 31 Com isso, vocês confessam que são filhos daqueles que mataram os profetas. 32 Pois bem: acabem de encher a medida dos pais de vocês! 33 Serpentes, raça de cobras venenosas! Como é que vocês poderiam escapar da condenação do inferno? 34 É por isso que eu envio a vocês profetas, sábios e doutores: a uns vocês matarão e crucificarão, a outros torturarão nas sinagogas de vocês, e os perseguirão de cidade em cidade. 35 Desse modo, virá sobre vocês todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que vocês assassinaram entre o santuário e o altar. 36 Eu garanto a vocês: tudo isso acontecerá a essa geração.»

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

"Não seja arrogante nem irascível"

(Tt 1,1-9)
Início da Carta de São Paulo a Tito.
1Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para levar os eleitos de Deus à fé e a conhecerem a verdade da piedade 2que se apoia na esperança da vida eterna. Deus, que não mente, havia prometido esta vida desde os tempos antigos, 3e, no tempo marcado, manifestou a sua palavra por meio do anúncio que me foi confiado por ordem de Deus nosso Salvador. 4A Tito, meu legítimo filho na fé comum, graça e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo nosso Salvador. 5Eu deixei-te em Creta, para organizares o que ainda falta e constituíres presbíteros em cada cidade, conforme o que te ordenei: 6todo candidato deve ser irrepreensível, marido de uma só mulher, com filhos crentes, e não acusados de levianos e insubordinados. 7Porque é preciso que o epíscopo seja irrepreensível, como administrador posto por Deus. Não seja arrogante nem irascível nem dado ao vinho nem turbulento nem cobiçoso de lucros desonestos, 8mas hospitaleiro, amigo do bem, ponderado, justo, piedoso, continente, 9firmemente empenhado no ensino fiel da doutrina, de sorte que seja capaz de exortar com sã doutrina e refutar os contraditores.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Amã pede o aniquilamento de todos os judeus

Do Livro de Ester 4,1-8.8a.9-17

1 Quando Mardoqueu soube o que se tinha passado, rasgou suas vestes e cobriu-se de vestes de penitência, derramando cinzas sobre a própria cabeça. E clamava no meio da praça da cidade, enchendo-a com gritos de amargura. 2Deste modo chegou até à porta do palácio real, que ninguém podia transpor vestido de vestes de penitência. 3E em todas as províncias, em toda a parte aonde chegou o decreto do rei e sua ordem, havia grande desolação entre os judeus, os quais jejuaram, choraram e fizeram lamentações; e muitos se deitaram sobre cinza, vestidos de vestes de penitência.

4 As servas e os eunucos de Ester vieram contar-lhe o que se passava. A rainha ficou profundamente consternada. Mandou roupas para que Mardoqueu se vestisse e despisse as vestes de penitência de que estava coberto. Mas ele não as aceitou. 5Então Ester chamou Atac, um dos eunucos que o rei pusera a seu serviço, e enviou-o a Mardoqueu, para saber o que estava acontecendo e qual era o motivo do seu comportamento. 6Atac foi ter com Mardoqueu, que estava na praça da cidade, diante da porta do palácio do rei. 7E Mardoqueu contou-lhe tudo o que tinha acontecido, e a soma que Amã prometera recolher no tesouro real em troca do extermínio dos judeus. 8Deu-lhe também uma cópia do decreto ordenando o seu extermínio, que estava afixado em Susa, para que a mostrasse à rainha, e para exortá-la a que fosse apresentar-se ao rei e intercedesse pelo povo. 8aQue lhe dissesse: "Lembra-te de quando eras pequenina e eu te dava de comer com minhas próprias mãos. O vice-rei Amã pediu a nossa morte. Invoca o Senhor, fala ao rei em nosso favor, livra-nos da morte".

9Atac voltou e transmitiu a Ester tudo o que Mardoqueu dissera. 10Mas a rainha encarregou Atac de lhe responder: 11"Todos os servos do rei e todas as províncias que estão debaixo do seu domínio sabem que, por decreto real, qualquer homem ou mulher que se apresente ao rei no pátio interior do palácio, sem ter sido chamado, é réu de morte; a não ser que o rei lhe estenda o seu cetro de ouro, para que possa viver. Há trinta dias que eu não fui convidada para me aproximar do rei". 12Estas palavras de Ester foram transmitidas a Mardoqueu, 13que lhe mandou responder: "Não imagines que, por estares no palácio, serás a única a escapar dentre todos os judeus. 14Pelo contrário, se te obstinares a calar agora, de outro lugar se levantará para os judeus a salvação e a libertação, mas tu e a casa de teu pai perecereis. E quem sabe se não terá sido em previsão de uma circunstância como esta que foste elevada à realeza?

15Então Ester mandou dizer a Mardoqueu: 16"Vai reunir todos os judeus que vivem em Susa e jejuai por mim. Não comais nem bebais, por três dias e três noites, e eu e minhas servas também jejuaremos". 17Mardoqueu retirou-se e executou as instruções de Ester.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Os judeus em perigo de vida

Do Livro de Ester 3,1-15

Naqueles dias: 1O rei Assuero engrandeceu a Amã, filho de Amadates, do país de Agag, e deu-lhe um posto superior ao de todos os príncipes que tinha. 2Todos os servos do rei, prepostos ao serviço da porta, ajoelhavam-se e prostravam-se diante dele, pois esta era a ordem do rei. Só Mardoqueu não dobrava o joelho nem se prostrava. 3Então disseram-lhe os servos do rei prepostos à porta real: "Por que transgrides a ordem real? 4E como lhe repetiam isto todos os dias, e não lhes quisesse dar ouvidos, denunciaram-no a Amã, para ver se Mardoqueu persistia na sua resolução, pois ele lhes dissera que era judeu.

5 Amã, constatando que Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava diante dele, encheu-se de furor. 6Como lhe tivessem declarado de que povo era Mardoqueu, pareceu-lhe pouco em seus propósitos atentar apenas contra Mardoqueu, e procurou destruir todos os judeus, povo de Mardoqueu, estabelecidos no reino de Assuero.

7 No duodécimo ano do reinado de Assuero, no primeiro mês, que é o mês de Nisã, lançou-se a sorte, que se chamava "Pur , diante de Amã, para ver em que dia e em que mês a raça dos judeus deveria ser exterminada. E a sorte caiu no duodécimo mês, que é Adar. 8Então Amã disse ao rei Assuero: "Em todas as províncias do teu reino, existe um povo espalhado, segregado dos outros. Eles não conhecem as leis dos outros povos e fazem pouco das leis do rei. Não convém aos interesses do rei deixar esse povo em paz. 9Se ao rei parecer bem, dá, pois, uma ordem para que sejam exterminados, e entregarei aos funcionários dez mil talentos de prata na conta do tesouro real". 10O rei tirou então do seu dedo o anel que usava e deu-o a Amã, filho de Adamates, do país de Agag, perseguidor dos judeus, 11e disse-lhe: "Conserva o teu dinheiro. Quanto a esse povo, é teu; faze dele o que quiseres".

12 Os escribas reais foram convocados para o dia treze do primeiro mês, e escreveu-se tudo o que Amã ordenara aos sátrapas do rei, aos governadores de cada província e aos príncipes de cada nação, de modo que qualquer pessoa pudesse ler ou ouvir de acordo com cada língua. O documento foi escrito em nome do rei Assuero e levava o selo real. 13Através de estafetas, foram enviadas cartas a todas as províncias do reino, dando ordem para destruir, matar e exterminar todos os judeus, jovens e velhos, crianças e mulheres, no mesmo dia, – no dia treze do duodécimo mês, que é Adar –, e para que seus bens fossem saqueados.

14 Uma cópia deste decreto, a ser promulgado como lei em cada província, foi publicada em todos os povos, a fim de que cada qual estivesse preparado para aquele dia. 15Por ordem do rei, os estafetas partiram imediatamente. O edito foi promulgado em primeiro lugar na cidadela de Susa. E enquanto o rei bebia na companhia de Amã, reinava a consternação na cidade de Susa.