sexta-feira, 1 de maio de 2020
"Este é o pão que desceu do céu" o Filho do Carpinteiro
Hoje, inverti. Primeiro, vou fazer a reflexão. Depois, apresento o texto bíblico.
No dia 1º de Maio celebramos o dia do Trabalhador. E aqui, vai uma diferença bem grande. Trabalhador é toda aquele que não detêm o meio de produção, e que, para sobreviver, vende sua força de trabalho. É toda pessoa que depende de alguém para pagar seu salário. Em geral, as pessoas confundem o que é trabalho e o que é trabalhador.
O dia de hoje, é o momento de pararmos para pensar como estão as relações sociais entre os que vendem sua força de trabalho, e aqueles que a compram, ou pagam por ela.
Para a Igreja, fazer memória de São José, chamado de Operário, é lembrar que Deus quer que todas e todos tenham uma vida digna através do seu trabalho. Que tenham direitos sociais, previdenciários, de saúde, de moradia, de cultura, etc.
Lembrar de São José Operário é lembrar que Deus caminha ao lado dos pobres, dos desempregados, dos sub-empregados. Há uma música que diz, "nosso Deus fica ao lado dos pobres, colhendo o que sobrou".
A liturgia de hoje, nos oferece a possibilidade de dois evangelhos. Um de João. Outro de Mateus.
Em João, Jesus diz que sua carne é comida, e seu sangue é bebida. Isso assusta os seus ouvintes. Como isso pode ser? Em João, muitas vezes, as palavras de Jesus causam espanto. Ser comida e ser bebida é o mesmo que viver a vida que Jesus viveu. Defender as mesmas coisas que Jesus defendeu. Caminhar com as pessoas que Jesus caminhou. Uma música de Pe. Zezinho diz, "amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu. Sentir o que Jesus sentia, sorrir como Jesus sorria...". Comer a carne, e beber o sangue, é assumir a cruz, para se chegar à ressurreição. Não há Reino sem cruz. Não há vida sem entrega.
No evangelho de Mateus, Jesus afirma que um profeta não é bem recebido em sua pátria, nem pelos seus familiares.
Vejamos. Jesus está em sua terra natal, na sinagoga. Ele fala, todos escutam e se admiram. De onde vem essa sabedoria? Ele é igual a gente, conhecemos seu pai, sua mãe, seus familiares. Os judeus se espantam com as palavras e os ensinamentos de Jesus. Ele é o filho do carpinteiro. Como pode ter essa sabedoria? E é justamente aí que se faz a sabedoria de Jesus. Conhece as necessidades do seu povo, sabe do que precisam ouvir, conhece a mensagem de Deus, e faz a vontade do Pai, "que todos tenham vida".
Hoje juntamos dois textos. Num, Jesus nos pede que assumamos a vida de missionários, de propagadores da vontade de Deus. E todo aquele que o reconhece como filho de Deus, ressuscitará com ele.
No outro, ele é o profeta rejeitado. Ela não é bem recebido. Somos convidados a darmos atenção aos profetas que Deus suscita dentro de nossas comunidades. Pessoas comuns. Pessoas como nós. Mas que se dispuseram a assumir missão de Jesus.
São José Operário, Rogai por Nós.
Evangelho: João 6,52-59 ou Mateus 13,54-58
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue / em mim permanece e eu vou ficar nele (Jo 6,56). – R.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 52os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” 53Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim. 58Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”. 59Assim falou Jesus, ensinando na sinagoga em Cafarnaum. – Palavra da salvação.
ou
Aleluia, aleluia, aleluia.
Bendito seja Deus, bendito seja, cada dia, / o Deus da nossa salvação, que carrega os nossos fardos! (Sl 67,20) – R.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?” 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé. – Palavra da salvação.
quarta-feira, 29 de abril de 2020
Eu sou o pão da vida.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 6,35-40
Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
35 'Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.
36 Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais.
37 Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei.
38 Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
39 E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.
40 Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia.'
Palavra da Salvação.
MEDITAÇÃO
Jesus é o pão que nos alimenta. Jesus faz a vontade do Pai. Jesus reúne em torno de si aqueles que o Pai lhe deu. Todo aquele que crê no Filho tem a vida eterna, e ressuscitará no último dia.
Essas são as mensagens de Jesus no evangelho de hoje.
Jesus é o pão que nos alimenta. "Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados". Jesus alimenta nossa fome por justiça. Todo aquele que se sente indignado pelas injustiças do mundo, todo aquele que se revolta pelas injustiças que nos cercam. Todos os que dão sua vida pela justiça, estão sendo alimentados por Jesus. Ou, comem desse alimento que é sua palavra. O alimento que Jesus nos dá nos anima pela luta por Justiça.
Jesus faz a vontade do Pai. Ele disse, "buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça". A vontade do Pai é que a sua justiça seja feita. E essa justiça se traduz em ações concretas. Dar de comer a quem tem fome; de beber a quem tem sede; vestir os nus; visitar os encarcerados e doentes; acolher os refugiados. Estar ao lado dos pobres, dos excluídos, das "sobras". Das mulheres, dos indígenas; das mulheres, dos LGBTQ+. E olhar para todas e todos como filhas e filhos de Deus.
Se somos discípulos, é porque o Pai nos entregou a Jesus. Jesus é o Caminho. Caminho que se deve percorrer. Jesus é a Verdade. Sem entrar na polêmica do que é a Verdade, Jesus é a Verdade do Pai. Jesus é a concretização de que o Pai olha por todas e todos os filhos e filhas. Um filho, ou uma filha não são esquecidos pelo Pai.
Vida Eterna, desejo do ser humano. Não morrer. Jesus é a Vida. Sua vida nos dá vida, nos gera vida. Suas Palavras são palavras de Vida. E de vida Eterna. Disse Pedro, "a que iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna".
Em tempos de quarentena, de reclusão social por conta do coronavirus, lembremos de nos alimentarmos com a Palavra de Deus. E Jesus é essa Palavra. Disse São João Evangelista, "No começo a Palavra já existia: a Palavra estava voltada para Deus, e a Palavra era Deus. No começo ela estava voltada para Deus. Tudo foi feito por meio dela, e, de tudo o que existe, nada foi feito sem ela" (Jo 1,1-3).
Deixemo-nos envolver pela Palavra de Deus, pelo Filho, por aquele que nos dá a vida eterna.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
35 'Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.
36 Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais.
37 Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei.
38 Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
39 E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.
40 Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia.'
Palavra da Salvação.
MEDITAÇÃO
Jesus é o pão que nos alimenta. Jesus faz a vontade do Pai. Jesus reúne em torno de si aqueles que o Pai lhe deu. Todo aquele que crê no Filho tem a vida eterna, e ressuscitará no último dia.
Essas são as mensagens de Jesus no evangelho de hoje.
Jesus é o pão que nos alimenta. "Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados". Jesus alimenta nossa fome por justiça. Todo aquele que se sente indignado pelas injustiças do mundo, todo aquele que se revolta pelas injustiças que nos cercam. Todos os que dão sua vida pela justiça, estão sendo alimentados por Jesus. Ou, comem desse alimento que é sua palavra. O alimento que Jesus nos dá nos anima pela luta por Justiça.
Jesus faz a vontade do Pai. Ele disse, "buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça". A vontade do Pai é que a sua justiça seja feita. E essa justiça se traduz em ações concretas. Dar de comer a quem tem fome; de beber a quem tem sede; vestir os nus; visitar os encarcerados e doentes; acolher os refugiados. Estar ao lado dos pobres, dos excluídos, das "sobras". Das mulheres, dos indígenas; das mulheres, dos LGBTQ+. E olhar para todas e todos como filhas e filhos de Deus.
Se somos discípulos, é porque o Pai nos entregou a Jesus. Jesus é o Caminho. Caminho que se deve percorrer. Jesus é a Verdade. Sem entrar na polêmica do que é a Verdade, Jesus é a Verdade do Pai. Jesus é a concretização de que o Pai olha por todas e todos os filhos e filhas. Um filho, ou uma filha não são esquecidos pelo Pai.
Vida Eterna, desejo do ser humano. Não morrer. Jesus é a Vida. Sua vida nos dá vida, nos gera vida. Suas Palavras são palavras de Vida. E de vida Eterna. Disse Pedro, "a que iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna".
Em tempos de quarentena, de reclusão social por conta do coronavirus, lembremos de nos alimentarmos com a Palavra de Deus. E Jesus é essa Palavra. Disse São João Evangelista, "No começo a Palavra já existia: a Palavra estava voltada para Deus, e a Palavra era Deus. No começo ela estava voltada para Deus. Tudo foi feito por meio dela, e, de tudo o que existe, nada foi feito sem ela" (Jo 1,1-3).
Deixemo-nos envolver pela Palavra de Deus, pelo Filho, por aquele que nos dá a vida eterna.
terça-feira, 28 de abril de 2020
"Eu sou o pão da vida"
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 6,30-35
Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus:
30'Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti?' Que obra fazes?
31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: 'Pão do céu deu-lhes a comer'.
32 Jesus respondeu: 'Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu.
33 Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.'
34 Então pediram: 'Senhor, dá-nos sempre desse pão'.
35 Jesus lhes disse: 'Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.
Palavra da Salvação.
MEDITAÇÃO
Jesus é o pão da vida. Jesus dá o Pão da Palavra. Em tempos de reclusão social, nosso alimento é a Palavra de Deus. É tempo de refletirmos sobre nossas ações diante da Palavra de Deus.
Jesus alimentou os apóstolos com suas palavras. Pedro declarou, "A quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna"! Esse era o alimento que saciava a vida dos discípulos. O alimento que dava sustento para seguir diante da vida. Alimento do qual os sumos sacerdotes privavam o povo.
Hoje, muitos de nós estamos privados da comunhão eucarística. Estamos privados de irmos aos nossos templos.
Aprendamos a fazer comunhão com nossas irmãs e irmãos que, mesmo indo à Igreja, não podem receber a comunhão eucarística.
Aprendamos a fazer comunhão espiritual. Aprendamos a nos alimentar da palavra de Deus. Ela é fonte de vida. Ela é força para a caminhada. Ela é o sustento da nossa fé.
Façamos de nossas casas uma verdadeira Igreja. Um verdadeiro templo. Crie um espaço para ser seu espaço de oração e contemplação. Coloque-se diante da Palavra de Deus, ela é a presença do próprio Cristo no meio de nós. Com disse São Jerônimo, "desconhecer a Sagrada Escritura, é desconhecer o próprio Cristo".
Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus:
30'Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti?' Que obra fazes?
31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: 'Pão do céu deu-lhes a comer'.
32 Jesus respondeu: 'Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu.
33 Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.'
34 Então pediram: 'Senhor, dá-nos sempre desse pão'.
35 Jesus lhes disse: 'Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.
Palavra da Salvação.
MEDITAÇÃO
Jesus é o pão da vida. Jesus dá o Pão da Palavra. Em tempos de reclusão social, nosso alimento é a Palavra de Deus. É tempo de refletirmos sobre nossas ações diante da Palavra de Deus.
Jesus alimentou os apóstolos com suas palavras. Pedro declarou, "A quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna"! Esse era o alimento que saciava a vida dos discípulos. O alimento que dava sustento para seguir diante da vida. Alimento do qual os sumos sacerdotes privavam o povo.
Hoje, muitos de nós estamos privados da comunhão eucarística. Estamos privados de irmos aos nossos templos.
Aprendamos a fazer comunhão com nossas irmãs e irmãos que, mesmo indo à Igreja, não podem receber a comunhão eucarística.
Aprendamos a fazer comunhão espiritual. Aprendamos a nos alimentar da palavra de Deus. Ela é fonte de vida. Ela é força para a caminhada. Ela é o sustento da nossa fé.
Façamos de nossas casas uma verdadeira Igreja. Um verdadeiro templo. Crie um espaço para ser seu espaço de oração e contemplação. Coloque-se diante da Palavra de Deus, ela é a presença do próprio Cristo no meio de nós. Com disse São Jerônimo, "desconhecer a Sagrada Escritura, é desconhecer o próprio Cristo".
domingo, 26 de abril de 2020
No caminho havia um estanho
3° Domingo da Páscoa
Neste domingo as leituras nos levam a refletir sobre os encontros que temos em nossas vidas e como estes podem mudar a nossa vida nos levando da tristeza para a esperança
Na primeira leitura, vemos Pedro falando de forma decidida ao povo de Jerusalém, não parece o homem que estava até pouco tempo atrás estava escondido num quarto trancado com medo. Qual o fato que mudou sua vida ? A resposta é simples um encontro...
No Salmo, vemos a segurança que temos ao aceitar caminhar com Deus, temos alegrai, segurança e sabemos que não estaremos entregues a morte, com Ele caminhamos para a vida
Na segunda leitura, voltamos a ouvir Pedro nos falando sobre sobre o nosso resgate, não por coisas perecíveis e sim pelo sangue do Cordeiro sem defeitos, ou seja, Jesus Cristo. Por outro lado pode ter passado despercebido o início da leitura, seremos julgado – sem discriminação – por nossa obras.
No Evangelho, vemos a importância do caminho e do caminhar, temos dois discípulos tomados pela tristeza e desesperança que tomo seus corações com a morte de Jesus. Sua vida muda quando se encontram com um estranho e, neste momento, eles fazem a escolha de uma vida, entre acolher e rejeitar. O mais lógico era rejeitar aquela pessoas pois havia um grande perigo, ao optar pelo mais arriscado e se abrir ao outro eles foram agraciados com a revelação de quem era o estranho. A partir deste encontro com o estranho seu coração arde de esperança e de alegria sem limite.
Quanto a nós, vamos sair no mundo – ficando em casa nesse momento – para nos encontrar com Jesus nos estranhos que estão no mundo, com nossos irmãos e irmãs, principalmente os que estão nas periferias sociais e existenciais, vamos buscar formas de levar alegria e esperança a todas as pessoas que precisam. Sejamos solidários com aqueles que precisam pois não estamos andando com um desconhecido e sim com alguém que nós conhecemos muito bem: Jesus Cristo.
A todos que esta mensagem chegar
Beijos e bençãos
Diácono Bernardo Tura
Diácono Bernardo Tura
Paróquia Cristo Redentor
Laranjeiras - RJ
Na primeira leitura, vemos Pedro falando de forma decidida ao povo de Jerusalém, não parece o homem que estava até pouco tempo atrás estava escondido num quarto trancado com medo. Qual o fato que mudou sua vida ? A resposta é simples um encontro...
No Salmo, vemos a segurança que temos ao aceitar caminhar com Deus, temos alegrai, segurança e sabemos que não estaremos entregues a morte, com Ele caminhamos para a vida
Na segunda leitura, voltamos a ouvir Pedro nos falando sobre sobre o nosso resgate, não por coisas perecíveis e sim pelo sangue do Cordeiro sem defeitos, ou seja, Jesus Cristo. Por outro lado pode ter passado despercebido o início da leitura, seremos julgado – sem discriminação – por nossa obras.
No Evangelho, vemos a importância do caminho e do caminhar, temos dois discípulos tomados pela tristeza e desesperança que tomo seus corações com a morte de Jesus. Sua vida muda quando se encontram com um estranho e, neste momento, eles fazem a escolha de uma vida, entre acolher e rejeitar. O mais lógico era rejeitar aquela pessoas pois havia um grande perigo, ao optar pelo mais arriscado e se abrir ao outro eles foram agraciados com a revelação de quem era o estranho. A partir deste encontro com o estranho seu coração arde de esperança e de alegria sem limite.
Quanto a nós, vamos sair no mundo – ficando em casa nesse momento – para nos encontrar com Jesus nos estranhos que estão no mundo, com nossos irmãos e irmãs, principalmente os que estão nas periferias sociais e existenciais, vamos buscar formas de levar alegria e esperança a todas as pessoas que precisam. Sejamos solidários com aqueles que precisam pois não estamos andando com um desconhecido e sim com alguém que nós conhecemos muito bem: Jesus Cristo.
A todos que esta mensagem chegar
Beijos e bençãos
Diácono Bernardo Tura
quinta-feira, 23 de abril de 2020
Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna.

Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 3,31-36
31- 'Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos.
32 Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho.
33 Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro.
34 De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida.
35 O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão.
36 Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele'.
Palavra da Salvação.
Meditação.
O texto de hoje ainda é a conversa de Jesus com Nicodemus. Jesus tem fala a linguagem do seu interlocutor. Nicodemus era um homem culto. Religioso. Conhecia a palavra de Deus. Era mestre em Israel, ou seja, tinha autoridade pública para falar da palavra de Deus.
Jesus lhe mostra que sua autoridade não foi dada por ninguém da terra, Que ele a recebeu do próprio Deus, seus pai.
Aquele que vem do alto, aquele que fala das coisas do alto, ouviu e viu aquilo que fala. Somente pode falar as palavras de Deus aquele que Deus enviou para tal, porque tem o espírito que anima, o vento que sopra.
Mais uma vez, João fala dos que acreditam e não acreditam. Dos que ouvem, e não ouvem a palavra. Quem tem a vida eterna é aquele que acredita no Filho. Mas, quem o rejeita, não verá a vida.
A quem nós serviremos? A quem nós ouviremos?
quarta-feira, 22 de abril de 2020
"Deus deu o seu Filho unigênito"
Evangelho (Jo 3,16-21)
Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
16 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.
17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
18 Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
19 Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más.
20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas.
21 Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.
Palavra da Salvação.
Meditação
Deus nos amou de uma forma tão intensa que nos deu seu Filho único que morramos.
Quem crê em Jesus não é condenado.
A Luz veio ao mundo, mas, aqueles e aquelas que preferiram as trevas se condenaram. "Quem pratica o mal odeia a luz". E quem fica nas trevas significa que quer que suas ações não sejam vistas nem denunciadas. Assim agem os corruptos e corruptores. Dessa forma, todos e todas que não praticam a justiça, mesmo que estejam na igreja, não filhos/filhas da luz.
Todas e todos que agem "conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus".
Somos chamados a sermos filhas e filhos daquilo que transforma as situações de morte. Que transforma a sociedade. Que mudas as relações sociais. Jesus não se pegou a leis e doutrinas. Jesus pregou a misericórdia, o perdão. No mandou alimentarmos os famintos, saciarmos os sedentos, visitarmos os enfermos e encarcerados, vestir os nus, acolher os refugiados.
Deus "enviou seu filho ao mundo para que o mundo seja salvo por ele".
Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
16 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.
17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
18 Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
19 Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más.
20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas.
21 Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.
Palavra da Salvação.
Meditação
Deus nos amou de uma forma tão intensa que nos deu seu Filho único que morramos.
Quem crê em Jesus não é condenado.
A Luz veio ao mundo, mas, aqueles e aquelas que preferiram as trevas se condenaram. "Quem pratica o mal odeia a luz". E quem fica nas trevas significa que quer que suas ações não sejam vistas nem denunciadas. Assim agem os corruptos e corruptores. Dessa forma, todos e todas que não praticam a justiça, mesmo que estejam na igreja, não filhos/filhas da luz.
Todas e todos que agem "conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus".
Somos chamados a sermos filhas e filhos daquilo que transforma as situações de morte. Que transforma a sociedade. Que mudas as relações sociais. Jesus não se pegou a leis e doutrinas. Jesus pregou a misericórdia, o perdão. No mandou alimentarmos os famintos, saciarmos os sedentos, visitarmos os enfermos e encarcerados, vestir os nus, acolher os refugiados.
Deus "enviou seu filho ao mundo para que o mundo seja salvo por ele".
segunda-feira, 20 de abril de 2020
A Páscoa espiritual
Da Homilia pascal de um Autor antigo
(PG 59,723-724)
A Páscoa que celebramos é a causa da salvação de todo o gênero humano, a começar pelo primeiro ser humano, que é salvo e vivificado em cada um de nós.
Mas a salvação foi preparada por diversas instituições, imperfeitas e provisórias, que eram símbolos e imagens das coisas perfeitas e eternas, para anunciarem em esboço a realidade que surge atualmente à plena luz da verdade. Contudo, uma vez que essa verdadeira realidade se tornou presente, a figura deixa de ter sentido. Quando chega o rei, ninguém irá homenagear sua estátua, deixando de lado a pessoa do próprio rei.
Assim se vê claramente em que medida a figura é inferior à realidade verdadeira, pois a figura representa a vida breve dos primogênitos dos judeus, ao passo que a realidade celebra a vida eterna de todos os seres humanos. Não é grande coisa alguém livrar-se da morte por algum tempo, se pouco depois terá de morrer. O que é admirável é evitar a morte de uma vez para sempre, como aconteceu conosco por meio de Cristo, que foi imolado como nosso cordeiro pascal.
O próprio nome da festa, se compreendermos o seu verdadeiro significado, nos sugere a sua peculiar excelência. Páscoa, com efeito, significa “passagem”, pois o anjo exterminador, que feria de morte os primogênitos dos egípcios, passava adiante, sem entrar nas casas dos hebreus. Todavia, em relação a nós, a passagem do exterminador é um fato, porque passou realmente sem nos tocar, a nós que por Cristo ressuscitamos para a vida eterna.
E o que significa, em seu sentido místico, o fato de se determinar como início do ano, o tempo em que se celebrava a Páscoa e a salvação dos primogênitos? Significa que também para nós o sacrifício da verdadeira Páscoa constitui o início da vida eterna.
Na verdade, o ano é símbolo da eternidade. Sendo a sua órbita circular, o ano gira continuamente sobre ela sem nunca parar. Mas Cristo, pai do mundo novo, oferecendo-se por nós em sacrifício, como que anulou a nossa existência anterior, proporcionando-nos, pelo batismo do novo nascimento, o começo de uma outra vida, à semelhança da sua morte e ressurreição.
Por conseguinte, quem tiver consciência de que a Páscoa foi imolada em seu benefício, deve aceitar como início de sua vida o momento em que Cristo se imolou por ele. Ora, tal imolação atualiza-se em cada um, quando reconhece essa graça e compreende que vida lhe foi dada por esse sacrifício. Quem chegou a este conhecimento, esforce-se por aceitar o começo da vida nova, sem pretender voltar à vida antiga que foi ultrapassada. De fato, se já morremos para o pecado, pergunta o Apóstolo, como vamos continuar vivendo nele? (Rm6,2).
(PG 59,723-724)
A Páscoa que celebramos é a causa da salvação de todo o gênero humano, a começar pelo primeiro ser humano, que é salvo e vivificado em cada um de nós.
Mas a salvação foi preparada por diversas instituições, imperfeitas e provisórias, que eram símbolos e imagens das coisas perfeitas e eternas, para anunciarem em esboço a realidade que surge atualmente à plena luz da verdade. Contudo, uma vez que essa verdadeira realidade se tornou presente, a figura deixa de ter sentido. Quando chega o rei, ninguém irá homenagear sua estátua, deixando de lado a pessoa do próprio rei.
Assim se vê claramente em que medida a figura é inferior à realidade verdadeira, pois a figura representa a vida breve dos primogênitos dos judeus, ao passo que a realidade celebra a vida eterna de todos os seres humanos. Não é grande coisa alguém livrar-se da morte por algum tempo, se pouco depois terá de morrer. O que é admirável é evitar a morte de uma vez para sempre, como aconteceu conosco por meio de Cristo, que foi imolado como nosso cordeiro pascal.
O próprio nome da festa, se compreendermos o seu verdadeiro significado, nos sugere a sua peculiar excelência. Páscoa, com efeito, significa “passagem”, pois o anjo exterminador, que feria de morte os primogênitos dos egípcios, passava adiante, sem entrar nas casas dos hebreus. Todavia, em relação a nós, a passagem do exterminador é um fato, porque passou realmente sem nos tocar, a nós que por Cristo ressuscitamos para a vida eterna.
E o que significa, em seu sentido místico, o fato de se determinar como início do ano, o tempo em que se celebrava a Páscoa e a salvação dos primogênitos? Significa que também para nós o sacrifício da verdadeira Páscoa constitui o início da vida eterna.
Na verdade, o ano é símbolo da eternidade. Sendo a sua órbita circular, o ano gira continuamente sobre ela sem nunca parar. Mas Cristo, pai do mundo novo, oferecendo-se por nós em sacrifício, como que anulou a nossa existência anterior, proporcionando-nos, pelo batismo do novo nascimento, o começo de uma outra vida, à semelhança da sua morte e ressurreição.
Por conseguinte, quem tiver consciência de que a Páscoa foi imolada em seu benefício, deve aceitar como início de sua vida o momento em que Cristo se imolou por ele. Ora, tal imolação atualiza-se em cada um, quando reconhece essa graça e compreende que vida lhe foi dada por esse sacrifício. Quem chegou a este conhecimento, esforce-se por aceitar o começo da vida nova, sem pretender voltar à vida antiga que foi ultrapassada. De fato, se já morremos para o pecado, pergunta o Apóstolo, como vamos continuar vivendo nele? (Rm6,2).
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